Como usar o ANKI? Conheça essa ferramenta poderosa
Como usar o Anki é uma dúvida comum entre estudantes que procuram uma maneira mais eficiente de revisar conteúdos, memorizar informações e manter uma rotina de estudos.
A ferramenta utiliza cartões digitais e repetição espaçada para ajudar o cérebro a recuperar informações no momento adequado. Mas será que basta criar vários cartões e começar a responder? Não.
Para aproveitar realmente o potencial do aplicativo, é importante entender como organizar os decks, formular boas perguntas, definir uma rotina de revisão e evitar erros que podem transformar o Anki em uma tarefa cansativa.
Veja no guia abaixo os assuntos abordados ao longo do conteúdo.
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Como usar o Anki
O Anki é um aplicativo de flashcards desenvolvido para facilitar a memorização por meio da repetição espaçada. Na prática, você cria cartões com uma pergunta de um lado e a resposta do outro. Depois, o sistema apresenta esses cartões novamente em intervalos determinados pelo seu desempenho.
Por exemplo, quem estuda para concursos públicos pode criar um cartão com a pergunta “Quais são os princípios da administração pública?” e colocar a resposta no verso. Durante a revisão, o estudante tenta responder antes de visualizar a solução.
Além disso, o programa utiliza algoritmos para calcular quando determinada informação deve aparecer novamente. Assim, conteúdos mais difíceis tendem a voltar com maior frequência, enquanto assuntos já dominados aparecem em intervalos maiores.
Como criar seu primeiro deck
O primeiro passo para aprender como usar o Anki é organizar os conteúdos em decks, que funcionam como grupos de cartões.
Você pode criar, por exemplo:
- Língua Portuguesa;
- Direito Administrativo;
- Direito Constitucional;
- Informática;
- Conhecimentos específicos;
- Inglês;
- Revisão geral.
No entanto, evite criar dezenas de categorias sem necessidade. Uma organização excessivamente fragmentada pode dificultar a manutenção da rotina.
Depois de criar o deck, selecione a opção para adicionar um novo cartão. O Anki apresenta diferentes modelos, mas o formato básico já atende à maioria dos estudantes.
O ideal é transformar cada informação importante em uma pergunta objetiva. Dessa maneira, você pratica a recuperação ativa, em vez de simplesmente reler o conteúdo.
Veja abaixo um tutorial explicativo sobre o uso da ferramenta:
Como fazer bons cartões
A qualidade dos cartões influencia diretamente o resultado da revisão. Por isso, não copie páginas inteiras de apostilas ou livros para o Anki.
Um cartão eficiente apresenta uma informação específica e permite uma resposta clara. Em vez de escrever “Explique tudo sobre o Poder Executivo”, prefira perguntas menores, como “Quem exerce o Poder Executivo federal no Brasil?”.
Também vale utilizar exemplos, palavras-chave e pequenas associações quando isso facilitar a compreensão.
Para matérias extensas, divida conceitos complexos em vários cartões. Consequentemente, você reduz o esforço necessário para recuperar cada informação.
Outra estratégia importante consiste em utilizar frases de preenchimento. Nesse formato, você esconde uma palavra ou expressão importante dentro de uma frase e tenta recuperá-la durante a revisão.
Como funciona a repetição espaçada
A repetição espaçada é um dos principais recursos do Anki. O método consiste em revisar uma informação em intervalos progressivamente maiores, desde que você consiga recuperá-la corretamente.
Imagine que você aprendeu um conceito hoje. Após algum tempo, o sistema apresenta o cartão novamente. Se você lembrar facilmente, o intervalo aumenta. Se tiver dificuldade, o cartão retorna mais cedo.
Esse processo ajuda a combater o esquecimento e melhora a retenção de informações no longo prazo.
Além disso, a repetição espaçada combina muito bem com preparação para provas, concursos, vestibulares e exames, porque permite revisitar conteúdos antigos mesmo quando novos assuntos entram na rotina.
Como usar o Anki para concursos
Para quem está se preparando para concurso público, o aplicativo pode complementar videoaulas, PDFs, questões e revisões.
Uma boa estratégia consiste em transformar erros recorrentes em cartões. Se você errou uma questão sobre determinado artigo de lei, por exemplo, pode criar uma pergunta específica sobre o ponto que gerou a dificuldade.
Também é possível criar cartões a partir de conceitos, exceções, prazos, classificações e informações que exigem memorização.
Por outro lado, não transforme todo o material de estudo em flashcards. O Anki funciona melhor quando complementa outras estratégias, principalmente a resolução de questões e a compreensão da matéria.
Como usar o Anki todos os dias
A regularidade é mais importante do que fazer sessões enormes de revisão ocasionalmente. Por isso, estabeleça um horário que seja compatível com sua rotina.
Você pode começar com poucos cartões novos por dia. À medida que adquirir familiaridade com o sistema, aumente gradualmente a quantidade, sempre observando o volume de revisões acumuladas.
Antes de adicionar novos conteúdos, procure concluir as revisões programadas. Caso contrário, o número de cartões pendentes pode crescer rapidamente.
Além disso, responda ao cartão antes de revelar a resposta. O objetivo não é reconhecer visualmente a informação, mas tentar recuperá-la da memória.
Erros que você deve evitar noAnki
Um dos erros mais comuns é criar cartões longos demais. Quando uma pergunta exige uma resposta enorme, a revisão fica lenta e pouco objetiva.
Outro problema aparece quando o estudante cria cartões demais. Mais cartões não significam necessariamente mais aprendizado. O excesso pode aumentar a carga de revisão e comprometer a consistência.
Também evite marcar uma resposta como fácil apenas porque você reconheceu o conteúdo. Se você precisou pensar para chegar à resposta, avalie honestamente seu nível de domínio.
Por fim, não abandone o aplicativo após alguns dias de uso. A eficácia da repetição espaçada depende da continuidade.
Anki no celular ou no computador?
O Anki pode fazer parte da rotina de estudos em diferentes dispositivos, dependendo da versão utilizada. Essa flexibilidade facilita revisões em momentos curtos do dia.
Você pode aproveitar períodos como deslocamentos, intervalos ou pequenas pausas para revisar cartões. Entretanto, escolha momentos em que consiga manter atenção suficiente para responder às perguntas.
Também vale manter seus materiais organizados e sincronizados quando utilizar mais de um dispositivo. Dessa forma, você reduz o risco de estudar versões diferentes dos mesmos cartões.
Como montar uma rotina eficiente
Uma rotina simples pode combinar conteúdo novo, exercícios e revisão.
Primeiro, estude o assunto para compreender os conceitos. Em seguida, resolva questões para verificar se realmente conseguiu aplicar o conhecimento. Depois, transforme os principais erros e informações que exigem memorização em cartões.
A partir daí, o Anki assume a função de revisão recorrente.
Portanto, o aplicativo não precisa ocupar horas do seu dia. Uma sessão curta e consistente pode ser mais sustentável do que uma maratona de revisões.
Vale a pena usar o Anki?
Sim, principalmente para quem precisa memorizar uma grande quantidade de informações e deseja organizar revisões de longo prazo. O diferencial está justamente na combinação entre flashcards, recuperação ativa e repetição espaçada.
Entretanto, o Anki não substitui a compreensão do conteúdo. Para aprender de verdade, combine a ferramenta com leitura, aulas, exercícios, questões e revisões estratégicas.
Ao entender como usar o Anki corretamente, você deixa de utilizar o aplicativo apenas como um conjunto de perguntas e passa a transformá-lo em uma ferramenta estruturada de aprendizagem. Assim, fica mais fácil controlar o que precisa ser revisado e manter informações importantes disponíveis na memória por mais tempo.
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Sobre o autor
Fernando Mesquita é Analista Legislativo da Câmara dos Deputados, aprovado em 14 concursos públicos federais, estaduais e distritais, tanto na esfera civil quanto militar, em cargos de nível médio e superior.
Ao longo da carreira, atuou como servidor público nos três Poderes da União: Executivo, como Agente de Inteligência (Abin); Judiciário, como Analista Judiciário na área administrativa (TRF); e Legislativo, como Analista Legislativo federal.
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Sofia Maria
Jornalista. Acredita que a leitura de informações sobre educação e carreira é uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento pessoal e profissional.
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